OPINIÃO

Eleitos em Jundiaí


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Como disse a Folha de S.Paulo no dia seguinte das eleições, uma avalanche à direita levou para o segundo turno os dois candidatos à presidência. Por aqui, e para nossa cidade, o sucesso são as eleições de Luiz Fernando, Leandro Basson e João Paulo, que irão representar os jundiaienses e região! Vou acompanhá-los e, desde já, parabenizá-los, desejando sucesso e, claro, aguardando as propostas que serão reverberadas por aqui.

Seria bom dar mais atenção para os idosos, cujo número cresce exponencialmente, já que para as crianças Luiz Fernando já fez tanta coisa como prefeito!

Na lista do que poderíamos lembrar e que faltam ainda na nossa cidade, está, por exemplo, uma escola de cinema para o Complexo Fepasa - Espaço Expressa. Enquanto prefeito, Luiz Fernando, iniciou garantindo uma sala de cinema no espaço. Agora, o melhor que podem fazer é ampliar o uso cultural para os edifícios tombados (e boa parte derrubados) com uma escola superior de cinema, marcando um novo renascimento de arte e cultura.

Os reflexos desse setor no país podemos ver com os filmes nacionais premiados internacionalmente, tais como: ‘O Agente Secreto’ (2026), que venceu na categoria de Melhor Filme Internacional no Spirit Awards em 2026, ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ (2019) dirigido pelo cearense Karim Aïnouz, que venceu o prêmio principal da mostra paralela Un Certain Regard, marcando a primeira vez que um longa-metragem brasileiro levou o troféu máximo dessa categoria em Cannes e ‘Motel Destino’ (2024), Também dirigido por Karim Aïnouz. Esses dois últimos tiveram origem na escola de cinema de Fortaleza, que é referência nessa área e que poderia servir de modelo para outra em Jundiaí.

O urbanismo, que está ocioso de obras de grande impacto, também é algo que ninguém esquece, porque o crescimento da frota de veículos é exponencial e tudo está congestionado. Luiz Fernando sabe disso e saberá ajudar na realização de obras pesadas e necessárias para dar conta desses inúmeros empreendimentos que estão aprovados e sendo entregues nas áreas urbana e rural.

O Consórcio TIC Trens já é a empresa que fará o Trem Intercidades, o que pede mudanças porque será um vetor de crescimento de moradias e de população. Senão, como num filme, o congestionamento será tão grande que teremos que sair dele a pé! Exageros à parte, já são identificados pontos de conflito e desorganização nas áreas da aavenida Frederico Ozanan, junto ao Fort Atacadista, e na transposição sobre o Rio Jundiaí. Nos três lugares, todos já exauridos num desenho urbano que não cabe mais, mesmo que as vias estejam com muitas faixas, elas não dão conta do congestionamento. Nem o projeto com o alargamento resolve; no máximo, empurra o condutor mais para a frente para um retorno mais longe, para voltar para o seu congestionamento infernal. Enfim, um projeto urbanístico nesses lugares terá impacto e já deveria estar sendo elaborado e apresentado ao público. Além de, óbvio, mudar as áreas envoltórias para diminuir gabaritos, empreendimentos e, consequentemente, buscar outros meios de sair das moradias.

Circular não é a melhor coisa que se pode fazer de carro por aqui. Tem que se pensar, pois nem o Waze dá conta de manter o tempo em um percurso; ele muda a toda hora e não é possível confiar.

Para quem vai para Itupeva, Chave ou Morada da Serra, então? Quem sai de lá cedo vai contar com uma hora — com sorte — para levar os filhos na escola (que geralmente não é a que está ao lado da moradia) ou chegará atrasado no trabalho. Aliás, a escola é mais um elemento que causa transtorno de trânsito, congestionamento e interrupção nas horas mais coincidentes com as demandas de tráfego.

Então, esse panorama que criamos é o que tem para ser trabalhado. Aguardar as propostas de todos os lados é o que a cidade está mais pedindo: conseguir andar e circular, já que a segurança o pai vai garantir. 

Muita coisa para fazer, independentemente dos partidos. Por aqui, a lista a ser feita é enorme. Sorte e sucesso para todos!

 

Eduardo Carlos Pereira é Arquiteto e Urbanista

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