Neste domingo, 25 de outubro, milhões de brasileiros voltarão às urnas para escolher o próximo presidente da República. Esta é uma das eleições mais importantes da história do país. Mais do que escolher entre dois candidatos, teremos a oportunidade de reafirmar aquilo que nos une: somos todos brasileiros e temos responsabilidades com o futuro do nosso país.
É natural que uma eleição desperte paixões, provoque debates e revele diferentes visões sobre o país. O que não podemos perder, porém, é a capacidade de olhar para além da disputa eleitoral. O Brasil não termina nas urnas. Ao contrário: é a partir delas que começa uma nova etapa, que exigirá trabalho, diálogo, responsabilidade e compromisso com todos os brasileiros.
Por isso, neste dia, o voto deve ser pensado como uma escolha pelo Brasil.
O próximo presidente terá diante de si desafios enormes. Precisará conduzir a economia com responsabilidade, criar condições para o crescimento, estimular investimentos e geração de empregos e, ao mesmo tempo, cuidar das áreas que mais diretamente afetam a vida das pessoas.
Saúde e educação não podem ser tratadas apenas como bandeiras de campanha. São pilares para que o país avance. Da mesma forma, ciência, inovação e tecnologia precisam estar no centro de uma estratégia nacional de desenvolvimento. Um país que não investe em conhecimento perde oportunidades, competitividade e capacidade de oferecer um futuro melhor às novas gerações.
Também será necessário olhar para o equilíbrio das contas públicas, para a segurança jurídica, para o ambiente de negócios e para a capacidade do Estado de prestar serviços de qualidade. Desenvolvimento econômico e responsabilidade social não devem ser vistos como caminhos opostos. O grande desafio é fazer com que caminhem juntos.
Mais do que apresentar soluções imediatas, o novo governo precisará construir um projeto de país que ultrapasse os limites de um mandato. O Brasil necessita de políticas públicas consistentes, capazes de enfrentar desigualdades, reduzir distâncias sociais e oferecer oportunidades em todas as regiões. Isso exige planejamento, continuidade administrativa e disposição para ouvir a sociedade. O futuro não pode depender apenas de promessas eleitorais, mas de decisões responsáveis e resultados concretos para todos.
O Brasil é maior do que qualquer candidatura, partido ou disputa política. É maior do que as diferenças que nos dividem.
Depois da eleição, independentemente do resultado, continuaremos vivendo nas mesmas cidades, trabalhando nas mesmas empresas, estudando nas mesmas escolas, utilizando o mesmo sistema de saúde e construindo nossas famílias neste mesmo país. Continuaremos sendo vizinhos, amigos, colegas e cidadãos de uma mesma nação.
É por isso que precisamos recuperar a capacidade de conversar, respeitar opiniões diferentes e reconhecer que ninguém tem o monopólio das boas ideias.
Ao novo presidente caberá governar para todos. Aos brasileiros, caberá continuar participando, cobrando, fiscalizando e contribuindo para que o país avance.
Que o dia 25 de outubro seja, portanto, mais do que o encerramento de uma campanha. Que seja o início de um novo compromisso com o Brasil.
Que cada eleitor vote com consciência, olhando para o futuro e pensando nas próximas gerações.
Que possamos colocar o interesse nacional acima das diferenças políticas.
Porque, no fim, somos todos brasileiros.
E o Brasil precisa de todos nós.
Miguel Haddad é ex-prefeito de Jundiaí e ex-deputado federal